sábado, 31 de janeiro de 2015
Entrelinhas
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
A Tolice e o Amor
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
O Amor
saudosa alegria
dos dias vividos
ao lado de um alguém.
Cheiros, sabores, sons...
Suga minha memória
o buraco negro da solidão.
O sentimento que um dia
batizou-me no altar da paixão,
agora não passa de um desejo
irrealizável e tolo.
Desejo o arrebatamento.
Quero ausentar-me um pouco
desse mundo aceitável
que plasmei para mim mesmo.
Nesse momento, para o amor
sou uma equação que não fecha.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Descompasso
domingo, 5 de janeiro de 2014
Laços e passos
substituindo todas as reticências
por um ponto final desabado,
os caminhos incertos dessa vida
nos separaram lentamente.
E, embora o sabor de um passado
doce como maçã do amor mordida,
minha língua foi em busca de outros paladares.
Não obstante o cheiro de nossos suores misturados,
meus poros se abriram para a aproximação
de outra pele e de um perfume inédito.
Uma brisa soprada do norte,
teimosa e úmida como promessa de chuva de verão,
virou uma página a mais do livro da minha vida.
Minhas pernas rijas voltaram a caminhar,
meus lábios ensaiam sorriso tímido
e o coração, esse continua batendo firme.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Minutos de Vida
pousei o olhar sobre os desenhos
curiosos do meu cobertor.
As paredes opacas do quarto
desejaram desabar sobre meu corpo
por que não pendurei nelas
nenhum quadro ou fotografia
Eu bem queria ter pendurado
um espelho daqueles de corpo inteiro.
Mas concluí que não suportaria
olhar-me morrendo dia após dia.
Algumas rugas nascendo,
uns indícios de cabelos brancos
e a constatação dolorida de que
estou vendendo meus anos bem barato.
Essa vida não é senão um morrer cotidiano,
lento e gradual, civilizado e heroico.
Um morrer lento e irreversível.
Onde o amor, onde o viço de outrora?
Cadê os sonhos, os ideais?
O vento voluptuoso da paixão, quando findou?
Que dor imbecil essa, de não poder girar
ao contrário a roda do tempo.
Meu rosto de moço era liso
e as lágrimas que nele escorriam
tinham razões tão tolas!
domingo, 21 de abril de 2013
SEPARAÇÃO
domingo, 17 de março de 2013
O velho agricultor
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
FELIZ TRANSFORMAÇÃO
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Você vem
não sei quais são seus planos,
não ouvi sua voz nem sei
o cheiro do seu perfume.
Mas sei que você vem,
com seus risos e discursos,
com seus prantos e sonhos.
Vem com uma vida toda sua.
Eu te receberei em meu quintal,
onde cantam passarinhos,
onde gotas de chuva já lavaram
meus rastros e minhas lágrimas.
Meu quintal é enorme,
pedaço cimentado de mim mesmo,
onde lânguidos raios de sol se deitam
todas as manhãs.
Lá tem uma cadeira de balanço,
uma mesinha redonda de vime.
Sobre ela uma taça de licor de jabuticaba.
As paredes são de um verde cansado e pálido.
Quando você finalmente vier,
lá terá também alegria.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
MEU ANIVERSÁRIO
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Caderno Nossas Letras
Sendo o Comércio um jornal de grande circulação em minha cidade e em toda a região, sinto-me privilegiado.
A foto ao lado mostra a poesia publicada no último sábado, dia 17 de novembro.
domingo, 26 de agosto de 2012
Fim de dia
banhados pela luz morredoura
de um sol que se dilui no horizonte.
Crianças correndo
pela rua poeirenta
despreocupadas da vida.
Pés descalços,
cabelos desgrenhados,
despedidas dos dentes-de-leite.
Umas poucas peças de roupa
balançam molemente
num varal frouxo, ao fundo do quintal.
Nas cozinhas, as mães catam o feijão
pensando no custo de vida
e na novela das nove.
Um som distante, quase inaudível,
anuncia fim de expediente
na fábrica distante.
Um suarento vendedor de picolés
passa pela vila com seu carrinho,
acionando a buzina rouca e melancólica.
Em pouco tempo um exército de pais
surge lá no início da rua,
carregando cansaço e esperanças.
Num instante pais, mães e crianças
estão em torno à mesa
com suas histórias do dia.
Um jantarzinho singelo
aquece os estômagos e os corações.
Em seguida um cafezinho, à guisa de sobremesa.
Quando todos apoiam as cabeças,
enfim, sobre seus travesseiros,
ninguém tem dúvidas do que seja a felicidade.
domingo, 13 de maio de 2012
As mães são portas
que um simples nome.
É um título conquistado
pela valentia da mulher
que assumiu as rédeas da vida.
As mães são portas abertas,
ligando a Terra ao Céu.
Por elas transitam anjos de Deus
trazendo alminhas nos braços.
Seu útero é um santuário;
seu coração, templo de oferendas
e sacrifícios ilimitados.
Deus disse tudo sobre as mães,
quando viveu aqui entre nós,
humilde e submisso
à sua filha-mãe Maria.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Eu amei
Moderno
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ocaso e descaso
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Natal
Chega, mais uma vez, a oportunidade de celebrarmos no Natal. Adentramos o século XXI, a sociedade reedita seus valores constantemente e numa velocidade impressionante. Assustadora também é a velocidade com que o planeta renova seus mecanismos de tecnologia. Tudo, cada vez mais, nos chega como novidades espantosas a facilitar a nossa vida, ao mesmo tempo em que uma porção de coisas que simbolizavam o moderno vão ficando obsoletas.
É incontestável que, do século XXI pra cá o mundo passou a conhecer uma revolução científica e tecnológica sem precedentes.
Entretanto, uma imensa massa de pessoas concordam que a evolução moral do ser humano não acompanhou esse ritmo.
É claro que tivemos avanços estupendos no que diz respeiito à convivência entre os povos: já faz tempo que Guerra Fria é apenas expressão dos livros de história, as mulheres conquistaram merecidamente seu espaço na sociedade, ditaduras cruéis caíram, vários índices que apontam as melhorias nas condições de vida da humanidade melhoraram, legislações no sentido de amparar as minorias vão sendo costuradas com mais ou menos bom senso etc.
Então, do que as pessoas reclamam, quando dizem que a evolução do ser humano não foi expressiva?
Isso também se fundamenta em dados muito concretos. Menciono alguns: pipocam mundo afora histórias dramáticas de violência do ser humano conta seu semelhante; índices que apontam corrupção sistêmica em alguns países - Brasil, na liderança - são alarmantes, indicando que os detentores do poder ainda não ligam para as multidões de trabalhadores que confiam seu honesto dinheiro aos cofres públicos, esperando obter retorno adequado em serviços de saúde, segurança pública, educação e transporte; a desigualdade social no planeta todo ainda é gritante, sendo que há ainda hoje milhões (ou bilhões?) de seres vivendo abaixo da linha da pobreza, enquanto há meia dúzia de bilionários usufruindo das benesses do mundo; um grande número de ataques a homossexuais ou negros ou moradores de rua ainda é registrado; a internet, essa ferramenta fantástica que une o ser humano de ponta a ponta do globo, tem visto suas redes sociais infestadas de intolerância, ódio, racismo, preconceito de todas as categorias, seja religioso, de raça, de orientação sexual, preferência política ou desportiva; a violência contra a mulher parece só crescer, os casos de pedofilia não param... Enfim, aos olhos de muitas pessoas, esses são motivos mais do que suficientes para afirmar que o mundo só tem piorado.
Mas, afinal, o que é que o Natal tem a ver com tudo isso?
O Natal, meus caros, apesar de ter se transformado no maior mecanismo de apelo comercial do mundo, é simplesmente a celebração do humilde nascimento daquele Jesus Cristo que veio a este mundo trazer (ou ser, como ele mesmo disse) o caminho para que o ser humano se supere a si mesmo e vença todos os seus males interiores, males que ainda permitem a existência de um quadro de dor e injustiças nesse nosso planeta.
Portanto, o Natal deve ser ocasião de olharmos atentamente, não só para as árvores enfeitadas ou para os presentes distribuídos ou a farta comida à mesa, mas também - e principalmente - para a vida desse nosso Mestre da bondade, do amor, da tolerância, da humildade e de todas as demais virtudes possíveis ao ser humano.
Celebremos, portanto, ao redor de nossas mesas fartas (aqueles que as tem assim), ao pé da nossa árvore decorada. Celebremos, sim, abrindo presentes bonitos.
Mas, sobretudo celebremos com o coração alegre pelo fato de termos um Mestre e Senhor que é o modelo que todos nós podemos seguir se quisermos ser melhores seres humanos.
E eu acho que todos queremos. Ou será que não?
ENTÃO, FELIZ NATAL A TODOS(AS)!!



