domingo, 21 de abril de 2013
SEPARAÇÃO
domingo, 17 de março de 2013
O velho agricultor
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
FELIZ TRANSFORMAÇÃO
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Você vem
não sei quais são seus planos,
não ouvi sua voz nem sei
o cheiro do seu perfume.
Mas sei que você vem,
com seus risos e discursos,
com seus prantos e sonhos.
Vem com uma vida toda sua.
Eu te receberei em meu quintal,
onde cantam passarinhos,
onde gotas de chuva já lavaram
meus rastros e minhas lágrimas.
Meu quintal é enorme,
pedaço cimentado de mim mesmo,
onde lânguidos raios de sol se deitam
todas as manhãs.
Lá tem uma cadeira de balanço,
uma mesinha redonda de vime.
Sobre ela uma taça de licor de jabuticaba.
As paredes são de um verde cansado e pálido.
Quando você finalmente vier,
lá terá também alegria.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
MEU ANIVERSÁRIO
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Caderno Nossas Letras
Sendo o Comércio um jornal de grande circulação em minha cidade e em toda a região, sinto-me privilegiado.
A foto ao lado mostra a poesia publicada no último sábado, dia 17 de novembro.
domingo, 26 de agosto de 2012
Fim de dia
banhados pela luz morredoura
de um sol que se dilui no horizonte.
Crianças correndo
pela rua poeirenta
despreocupadas da vida.
Pés descalços,
cabelos desgrenhados,
despedidas dos dentes-de-leite.
Umas poucas peças de roupa
balançam molemente
num varal frouxo, ao fundo do quintal.
Nas cozinhas, as mães catam o feijão
pensando no custo de vida
e na novela das nove.
Um som distante, quase inaudível,
anuncia fim de expediente
na fábrica distante.
Um suarento vendedor de picolés
passa pela vila com seu carrinho,
acionando a buzina rouca e melancólica.
Em pouco tempo um exército de pais
surge lá no início da rua,
carregando cansaço e esperanças.
Num instante pais, mães e crianças
estão em torno à mesa
com suas histórias do dia.
Um jantarzinho singelo
aquece os estômagos e os corações.
Em seguida um cafezinho, à guisa de sobremesa.
Quando todos apoiam as cabeças,
enfim, sobre seus travesseiros,
ninguém tem dúvidas do que seja a felicidade.
domingo, 13 de maio de 2012
As mães são portas
que um simples nome.
É um título conquistado
pela valentia da mulher
que assumiu as rédeas da vida.
As mães são portas abertas,
ligando a Terra ao Céu.
Por elas transitam anjos de Deus
trazendo alminhas nos braços.
Seu útero é um santuário;
seu coração, templo de oferendas
e sacrifícios ilimitados.
Deus disse tudo sobre as mães,
quando viveu aqui entre nós,
humilde e submisso
à sua filha-mãe Maria.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Eu amei
Moderno
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ocaso e descaso
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Natal
Chega, mais uma vez, a oportunidade de celebrarmos no Natal. Adentramos o século XXI, a sociedade reedita seus valores constantemente e numa velocidade impressionante. Assustadora também é a velocidade com que o planeta renova seus mecanismos de tecnologia. Tudo, cada vez mais, nos chega como novidades espantosas a facilitar a nossa vida, ao mesmo tempo em que uma porção de coisas que simbolizavam o moderno vão ficando obsoletas.
É incontestável que, do século XXI pra cá o mundo passou a conhecer uma revolução científica e tecnológica sem precedentes.
Entretanto, uma imensa massa de pessoas concordam que a evolução moral do ser humano não acompanhou esse ritmo.
É claro que tivemos avanços estupendos no que diz respeiito à convivência entre os povos: já faz tempo que Guerra Fria é apenas expressão dos livros de história, as mulheres conquistaram merecidamente seu espaço na sociedade, ditaduras cruéis caíram, vários índices que apontam as melhorias nas condições de vida da humanidade melhoraram, legislações no sentido de amparar as minorias vão sendo costuradas com mais ou menos bom senso etc.
Então, do que as pessoas reclamam, quando dizem que a evolução do ser humano não foi expressiva?
Isso também se fundamenta em dados muito concretos. Menciono alguns: pipocam mundo afora histórias dramáticas de violência do ser humano conta seu semelhante; índices que apontam corrupção sistêmica em alguns países - Brasil, na liderança - são alarmantes, indicando que os detentores do poder ainda não ligam para as multidões de trabalhadores que confiam seu honesto dinheiro aos cofres públicos, esperando obter retorno adequado em serviços de saúde, segurança pública, educação e transporte; a desigualdade social no planeta todo ainda é gritante, sendo que há ainda hoje milhões (ou bilhões?) de seres vivendo abaixo da linha da pobreza, enquanto há meia dúzia de bilionários usufruindo das benesses do mundo; um grande número de ataques a homossexuais ou negros ou moradores de rua ainda é registrado; a internet, essa ferramenta fantástica que une o ser humano de ponta a ponta do globo, tem visto suas redes sociais infestadas de intolerância, ódio, racismo, preconceito de todas as categorias, seja religioso, de raça, de orientação sexual, preferência política ou desportiva; a violência contra a mulher parece só crescer, os casos de pedofilia não param... Enfim, aos olhos de muitas pessoas, esses são motivos mais do que suficientes para afirmar que o mundo só tem piorado.
Mas, afinal, o que é que o Natal tem a ver com tudo isso?
O Natal, meus caros, apesar de ter se transformado no maior mecanismo de apelo comercial do mundo, é simplesmente a celebração do humilde nascimento daquele Jesus Cristo que veio a este mundo trazer (ou ser, como ele mesmo disse) o caminho para que o ser humano se supere a si mesmo e vença todos os seus males interiores, males que ainda permitem a existência de um quadro de dor e injustiças nesse nosso planeta.
Portanto, o Natal deve ser ocasião de olharmos atentamente, não só para as árvores enfeitadas ou para os presentes distribuídos ou a farta comida à mesa, mas também - e principalmente - para a vida desse nosso Mestre da bondade, do amor, da tolerância, da humildade e de todas as demais virtudes possíveis ao ser humano.
Celebremos, portanto, ao redor de nossas mesas fartas (aqueles que as tem assim), ao pé da nossa árvore decorada. Celebremos, sim, abrindo presentes bonitos.
Mas, sobretudo celebremos com o coração alegre pelo fato de termos um Mestre e Senhor que é o modelo que todos nós podemos seguir se quisermos ser melhores seres humanos.
E eu acho que todos queremos. Ou será que não?
ENTÃO, FELIZ NATAL A TODOS(AS)!!
domingo, 4 de dezembro de 2011
Encontro
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A minha morte
domingo, 28 de agosto de 2011
Versos cheios
domingo, 21 de agosto de 2011
Nada Sei
Existe uma frase muito comum nas páginas das redes sociais, que diz o seguinte: "Quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".
Parece, de fato, uma excelente frase de efeito. Mas ela tem assumido uma dimensão muito real na minha vida, diante de circunstâncias que tenho vivido ultimamente.
Bem próximo dos meus 37 anos de idade, depois de ter vivido algumas experiências no âmbito da religião e tantas outras no que tange relacionamentos afetivos, sinto-me estranhamente perdido, com a sensação exata de que tudo o que eu pensava saber sobre mim mesmo ou sobre a vida não tem consistência, é uma ilusão que eu criei para alimentar meu ego.
E pior que a sensação de que nada sei, é um certo desespero de não saber também como agir.
Tenho, nesse momento, a exata noção de que preciso rever muitos de meus conceitos, romper com paradigmas, começar a reescrever minha história. Mas não estou sabendo como começar isso.
Confesso minha ignorância a respeito de muitos aspectos de mim mesmo. E dói-me enxergar que tal ignorância, além de frear a minha evolução, feriu pessoas que conviviam comigo enquanto eu achava que estava absolutamente seguro. Eutransformei essa pseudo-segurança em prepotência, arrogância e insensibilidade. Isso fez-me perder a possibilidade de harmonia com a pessoa que, sem dúvida, mais me amou nessa vida e a mim se dedicou com desprendimento.
Agora, num momento em que a solidão penetra o mais íntimo de mim, aborvido por elucubrações as mais diversas, tenho medo, muito medo.
Antes de mais nada, medo da própria solidão. Medo dessa falta que me faz uma mão que segure a minha com carinho e paciência. Medo do tamanho da tarefa que vejo não diante de mim, mas dentro de mim.
Felizmente, coabitando com o medo, há em mim uma brisa de esperança. Essa esperança me diz que é possível, que há um pouco de luz.
Assim espero e peço a Deus que me ajude, de fato, a realizar a tarefa de me reconstruir.


